Refutação do problema Gettier
DOI:
https://doi.org/10.63804/ccf.1.1.2Palavras-chave:
ciências sociais, conhecimento, epistemologia, filosofiaResumo
O presente artigo analisa criticamente a célebre obra de Edmund Gettier “Is Justified True Belief Knowledge?”, que desde 1963 vem desafiando a definição clássica de conhecimento como “crença verdadeira justificada” proposta por Platão. A partir de uma revisão conceitual dos termos identidade, entendimento, conhecimento e verdade, e mediante um raciocínio dedutivo centrado no quadro da ação, desenvolve-se uma metodologia que analisa os exemplos apresentados por Gettier e avalia sua validade. A análise evidencia que os casos apresentados pelo filósofo norte-americano contêm falhas lógicas, já que as proposições gerais construídas se apoiam em evidências particulares incompletas ou errôneas, o que invalida a qualificação de “crença verdadeira justificada”. Ao examinar os dois cenários clássicos (o das moedas no bolso e o de Jones e o Ford), demonstra-se que as aparentes refutações à definição platônica se dissolvem quando se exige coerência na relação entre evidência e proposição. A discussão mostra que o problema de Gettier se baseia em uma falta de construção argumentativa e, portanto, carece de fundamento real. Em consequência, conclui-se que a noção platônica de conhecimento permanece inalterado, reafirmando sua utilidade no campo da epistemologia contemporânea.
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